Esta semana, a SMM realizou uma pesquisa aprofundada sobre o novo layout de capacidade da indústria global de magnésio, com foco em duas empresas que alcançaram progressos significativos no campo da tecnologia de fundição de magnésio, marcando uma nova onda de inovação tecnológica na indústria global de magnésio.
Magrathea (EUA): Avanço na Extração de Magnésio da Água do Mar, com o Objetivo de Neutralidade de Carbono
A Magrathea, uma startup na Califórnia, EUA, lançou recentemente uma nova geração de eletrolisadores de cloreto de magnésio em sua planta piloto em Oakland. Ao aproveitar a tecnologia inovadora de eletrolise, ela extrai metal de magnésio da água do mar, um avanço que garantiu US$ 100 milhões em financiamento do Departamento de Defesa dos EUA. Como componente central do primeiro plano de fábrica comercial de eletrolisadores de magnésio nos EUA em 50 anos, essa tecnologia emprega um processo exclusivo de eletrolise da água do mar para produzir diretamente metal de magnésio neutro em carbono, oferecendo vantagens ambientais significativas em relação aos processos tradicionais. O metal de magnésio, um material estratégico fundamental, tem uma demanda robusta nos setores aeroespacial, de defesa, de fabricação automotiva e outros. Atualmente, 90% da oferta global está concentrada na China e na Rússia. A Magrathea planeja estabelecer uma planta de demonstração até 2026 e alcançar a produção em massa até 2027. Já iniciou negociações de cooperação estratégica com várias empresas multinacionais, e a comercialização de sua tecnologia pode remodelar o cenário global da cadeia de fornecimento de magnésio.
Latrobe Magnesium (LMG) (Austrália): Utilizando Resíduos Sólidos como Recursos, Criando um Modelo de Economia Circular
A Latrobe Magnesium (LMG) na Austrália está construindo uma planta de demonstração de magnésio com capacidade anual de 1.000 toneladas métricas em Victoria, com previsão de iniciar as operações em 2025. Este projeto adota de forma inovadora a tecnologia de hidrometalurgia para extrair metal de magnésio da cinza volante gerada pela geração de energia a partir de lignite, alcançando a utilização de alto valor dos resíduos sólidos industriais. Em comparação com os processos tradicionais, essa tecnologia não apenas produz magnésio de alta pureza (99,9%), mas também co-produz subprodutos de alto valor agregado, como materiais cimentícios complementares e sílica, com uma taxa de utilização abrangente de recursos próxima de 100%. A empresa planeja expandir sua capacidade para 10.000 toneladas métricas/ano após a operação bem-sucedida da planta de demonstração, competindo no mercado global com suas vantagens de baixa emissão de carbono e custo. Este projeto não só fornece uma fonte estável de abastecimento de magnésio para a Austrália, como também oferece uma nova via tecnológica para a transformação verde da indústria global de magnésio.
A eletrólise, como a mais promissora nova tecnologia para a fundição de magnésio, está a tornar-se um foco dos esforços de I&D em vários países devido às suas características ambientais e vantagens de escalabilidade. Atualmente, os projetos da Magrathea e da LMG estão em fase de construção e planeamento, com um impacto limitado a curto prazo na oferta e procura existentes no mercado de magnésio. No entanto, à medida que os países aumentam a ênfase na segurança das cadeias de abastecimento de minerais críticos e continuam a avançar nos objetivos de neutralidade de carbono, a comercialização destas tecnologias inovadoras pode remodelar o futuro cenário da indústria global de magnésio. A SMM continuará a acompanhar o progresso do projeto e avaliará prontamente o impacto das novas tecnologias nos preços de mercado e na relação oferta-procura.



